Repare que não perguntamos: você conhece “seus clientes”, e sim, você conhece “o seu cliente”. Cada um deles.

Hoje, mais do que nunca, vivemos numa época em que temos sede de individualidade. Precisamos ser reconhecidos não como um número, mas como um ser humano especial, único.

Satisfazer o cliente, criar vínculos com ele, fidelizá-lo, trazê-lo para a sua loja antes que a concorrência o faça é o sonho dourado de qualquer lojista e, para isso, customização é a palavra-chave.

Em época de concorrência selvagem, não basta ser simpático e ter produto de qualidade a preço acessível: é preciso mais. É preciso criar uma cumplicidade e firmar um diálogo eterno com cada cliente. Para isso, é preciso identificá-lo, diferenciá-lo e interagir com ele de forma personalizada.

Há no mercado sofisticadas ferramentas tecnológicas que mapeiam as características, preferências e o histórico das relações com o cliente. Porém, só tecnologia não basta para gerenciar o relacionamento com o cliente. O segredo é criar na empresa uma “cultura de encantamento do cliente”. Isso requer o envolvimento não só da equipe de vendas, mas de telefonistas, gerentes, supervisores, recepcionistas, promotores, colaboradores, entregadores, representantes, todos devidamente motivados e muitíssimos bem treinados, seguindo o exemplo do líder, seja ele gerente ou proprietário.

 

Dicas para mudar o seu relacionamento com o cliente:

Eleja um nicho: quem atira para todos os lados, nunca acerta o alvo; o cliente não se identifica com uma joalheria que tem peças para todos os públicos.
Invista em banco de dados: não precisa ser o software mais caro, mas um banco de dados pensado cuidadosamente para as necessidades e para o tamanho da sua loja, que reúna o maior número possível de detalhes. Transforme seus vendedores de apenas “tiradores de nota” para “tiradores de informações sobre os clientes”. É um trabalho de “formiguinha” que requer o comprometimento de toda a equipe.
Saiba o que o cliente quer: basicamente, todos queremos ser atendidos como pessoas especiais, de forma cortês, rápida, honesta e profissional. Mas, na hora do atendimento, use o banco de dados para “refrescar a memória”: qual a última compra que o cliente fez, pra quem foi, como ele prefere pagar, qual a embalagem de sua preferência, etc. Surpreenda-o, positivamente, é claro!

Informações imprescindíveis para constar no seu banco de dados:

  • Valor médio de compra. De que adianta a empresa despender recursos em campanhas publicitárias com produtos premium, de custo alto, se por exemplo, o ticket médio de seu cliente é bem mais tímido? Ofereça produtos que caibam em seu orçamento. Um erro de comunicação desse tipo pode ser determinante para perder o cliente, que vai considerar que todos os produtos da empresa são inacessíveis para suas condições financeiras. E vice-versa.

O armazenamento detalhado de todas as informações a respeito das transações comerciais do cliente gera a impressão de que a empresa o conhece há muito tempo. Esse recurso é muito explorado para motivar a aproximação entre cliente e empresa. Entenda os benefícios:

Para a empresa:

Para o cliente:

  • identifica-se com a empresa, que sempre têm produtos que atendam ao seu perfil;
  • valoriza a empresa, que realmente se esforça em trazer novidades e informações personalizadas;
  • reconhece o atendimento diferenciado durante sua visita à loja;
  • concretiza a compra com mais praticidade e agilidade;
  • sente-se constantemente participativo do processo, ou seja, tem a consciência de que contribui para a evolução e sucesso da empresa