Inove no visual de sua loja

   

Mais de 50% dos consumidores de jóias consideram que o    ambiente  da loja – ou o Visual Merchandising - é fator determinante nas decisões de compra, segundo pesquisas encomendadas pelo IBGM – Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos.
Para que  a loja se torne realmente vendedora, deve refletir o conceito da marca, falar diretamente ao público-alvo e ser coerente com as demais ações de comunicação, como catálogos, malas diretas e website.

Veja estas dicas básicas e acerte no visual de sua loja:

Projeto de arquitetura: define o layout básico, se o atendimento será em mesas ou em pé, no balcão, como é usual em lojas populares; boa circulação e preservação da privacidade do cliente são fundamentais, assim como a versatilidade, para que, no futuro, o layout possa ser renovado.

Fachada: é a “embalagem” da loja, responsável por causar uma primeira boa impressão. Evite metais oxidados, luzes queimadas, pinturas descascadas, letreiros caídos, acrílicos lascados, pois, pela fachada, o cliente pressupõe o nível da qualidade dos serviços e produtos oferecidos pela sua loja.

Vitrine: mídia que “anuncia” o mix de produtos oferecidos pela loja, o qual deve ser selecionado para atingir, como numa “mira a laser”, o cliente-alvo. Deve estar sempre impecável e as peças expostas devem se comunicar entre si, mostrando que a loja tem um conceito e um estilo próprios.

Decoração e mobiliário: não podem tirar o foco dos produtos, que devem ser expostos em displays impecáveis e posicionados de forma a atrair o olhar do cliente. Conforto e funcionalidade são fundamentais e os designs e materiais escolhidos devem refletir o conceito da marca.

Iluminação: responsável pela “aura” do ambiente, deve ser pensada de forma a realçar ao máximo o brilho dos metais e gemas, que não devem ter suas cores alteradas. Lâmpadas aparentes e que ofuscam os olhos dos clientes são proibidas. A luz natural, sempre que possível, proporciona aconchego.

Cores: interferem diretamente nas emoções. O vermelho e o amarelo são quentes e tornam o ambiente mais alegre; o azul e o verde tranqüilizam. Os tons de madeira trazem aconchego e um ar clássico. Já os tons metálicos imprimem um ar moderno, valorizado pelo público jovem.

Comunicação visual: cartazes, banners ou posters devem ser claros, objetivos e usados com cautela            , especialmente nas vitrines. Não deixe que se acumulem: descarte-os assim que cumprirem os seus objetivos, evitando poluição visual. Jamais podem estar tortos ou afixados de forma rudimentar.

Outra dica importante é ficar atento a pequenas mudanças que fazem a diferença. Muitas inovações não exigem grande investimento, mas apresentam um resultado significativo no visual da sua loja. Um bom exemplo pode ser mudar os revestimentos das poltronas baseado nas cores da moda de cada temporada. No inverno, por exemplo, você pode manter tecidos nos tons de marrom e, no verão, mudar para lilás. O mesmo raciocínio serve para o carpete e até revestimentos de parede.


Inovando

Por Marcia Prado

Escrever sobre inovação, quando se trata do setor joalheiro, chega a ser mais que um desafio.

O joalheiro varejista pensa, de modo geral, que o consumidor apenas se interessa pela joalheria tradicional, clássica.
Toda referência importante que vem de fora do Brasil é avaliada a partir de exposições tradicionais e, até certo ponto, "caretas".
A ousadia é um pecado, a não ser fora do país, onde " o consumidor entende"!
A influência da moda não passa da atualização que o fabricante de jóias tenta introduzir através das influências externas, em cores e designs mais arrojados ou de assinaturas de estilistas como formadores de opinião para a elaboração de novas linhas de produtos lançadas no mercado.E isso normalmente nem sequer é transmitido ao consumidor final.

Por que? Puro medo de errar!
Marcas como Gucci, Dior, Fendi, Louis Vuitton deram a volta por cima e sem medo algum alçaram vôo a novos mercados. Correram o grande risco de se impor ao alcance de novos consumidores considerando até a possibilidade de perder outros, e aí estão, nadando de braçada por causa unicamente da coragem de inovar.
Então por que o joalheiro tem esse pavor de buscar uma identidade própria para sua marca, diferente de todos os outros concorrentes do mercado, com personalidade própria, com diferenciação e coragem?
Por que ele não quer ser referência no mercado nacional, que é tão grande e tão cobiçado por essas marcas importadas do luxo?
Por que não quer sair na frente e se lançar com atitude e ousadia?
Que medo é esse de trabalhar com expositores sem graça, só porque é mais fácil, já vem pronto?
Por que não desenvolver seu próprio expositor, sua identidade visual, sair do preto e branco, partir para uma linguagem de moda, inverno e verão?
Por que todas as lojas são iguais:contemporâneas, brancas com piso de granito, ou tradicionais, de madeira escura com piso de mármore?
Por que não trabalhar sua vitrine mostrando e integrando a ela a loja como um todo?
Por que não fazer da iluminação da área de vendas uma iluminação especial, quente, cenográfica, como nas lojas de roupas, que sempre tiveram essa preocupação?
A jóia, o relógio, deixaram há anos de ser produto intangível: eles concorrem, sim, com produtos mais casuais, como um jeans da Diesel para o dia a dia que custa a mesma coisa que uma jóia casual...
Acordem lojistas!!!
Está na hora de encarar seu ponto-de-venda como uma loja totalmente acessível a todos os públicos e fazer dela algo realmente especial," personal"!
Isso é pensar COM INOVAÇÃO.

Marcia Prado
Diretora da Divisão de Arquitetura e Store Design
Consultive / Gestão de Marcas
consultive@consultive.com.br
(11) 3814-4777