Mercado

OS JOVENS E AS JÓIAS

Nos últimos anos, houve uma importante modificação na dinâmica demográfica brasileira, como conseqüência da redução dos níveis de fecundidade. A taxa de crescimento populacional declinou de cerca de 3,4% ao ano, entre 1960 e 1970, para 1,9% entre 1980 e 1991. Segundo dados do IBGE, essa taxa deve se situar em 0,74%, ao ano, entre 2010-2020.

Atualmente temos cerca de 121,5 milhões de adultos, que representam 65,97% da população total. Em outras palavras, isto implica em dizer que, o Brasil, conhecido como um “país jovem”, está envelhecendo. Os avanços na medicina e a melhoria da qualidade de vida fizeram aumentar a longevidade do povo brasileiro. Os índices de expectativa de vida da população continuam crescendo, fazendo com que tenhamos, em 2020, segundo projeções do IBGE, um contingente de ativos 17 milhões de pessoas com mais de 65 anos.

Por outro lado, o mercado potencial de jovens consumidores contabiliza hoje, 43.087.475 de brasileiros. Um mercado razoável, com incrível potencial de consumo, que também deve ser analisado com merecida atenção. Diante desses dois importantes dados, conclui-se que, a empresa que almeja um futuro promissor, deve focar suas estratégias de relacionamento com um mercado que hoje é jovem, mas que daqui a alguns anos, vai representar a maior parcela economicamente ativa da população.

Essa acelerada alteração na estrutura demográfica em nosso país, atinge diretamente os processos sócio-econômicos e culturais de todas ordens e, como conseqüências, gera a mudança no perfil das pessoas, nos seus comportamentos e nos seus hábitos de consumo.

Ciente da rapidez e do radicalismo dessas transformações do mercado, o IBGM encomendou ao Observatório de Sinais uma ampla pesquisa intitulada A JOVEM, A JÓIA E O LUXO EMOCIONAL, realizada em 2005.

A pesquisa traz surpresas. A primeira delas é detectar que o jovem reconhece o valor da jóia de ouro como algo precioso e intimamente ligado ao amor. Anéis de compromisso, charms, crucifixos, escapulários, símbolos religiosos foram os tipos de jóias com os quais os jovens mais se identificaram. Os meninos reconhecem que dariam uma jóia para a mulher amada, assim como as meninas afirmam querer ganhar uma jóia como prova de exclusividade e importância.

Outro dado animador é o fato dos jovens rejeitarem as imitações quando o assunto é joalheria.

Todos sabem, também, que os homens cada dia mais se preocupam com a aparência, rivalizando com as mulheres em termos de vaidade e requinte nos seus looks, não dispensando os adereços antes usados somente pelo sexo feminino.

O aparecimento da figura do metrossexual é outro fenômeno que não pode ser desprezado pelo setor. Cerca de dois terços dos jovens vivem no meio urbano, onde, na linha dos contrastes apontados acima, tanto são atraídos pelos apelos da moda como da marca, valorizando demais produtos de grifes conceituadas e cheios de identidade.

De cara, são atraídos por produtos que se dispõem a aplicar inteligência e criatividade em peças com design despojado e em sintonia com o sedutor universo fashion pelo qual, adolescentes e adultos na faixa dos 19 aos 25 anos demonstram inescapável simpatia.